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Entrevista com RITA MOURA

DO

JORNAL DE ASTROLOGIA

 

ASTRODOMUS
1- Quando e porquê surgiu a ideia de lançar um jornal dedicado à Astrologia, na Net?

O Jornal Astrologia surgiu no final de Agosto de 2001. Foi uma ideia que comecei a fermentar no tempo em que ainda estava a estudar Astrologia, em 1999. Na altura faltavam os meios, conhecimentos e contactos necessários para pôr o projecto no ar, mas a ideia foi sempre a de criar um espaço na Internet, onde fosse possível reunir e divulgar o material de qualidade que existia em Portugal. Saber quais os astrólogos que faziam um trabalho profissional e fundamentado, quais as escolas, quais os custos - isto na perspectiva da divulgação - e por outro lado, o de oferecer, ao mesmo tempo, a possibilidade aos curiosos, estudantes e astrólogos de encontrarem artigos, entrevistas e outros assuntos de qualidade. No fundo algo que contribuísse para uma melhor e maior divulgação da Astrologia.

Isto partia da minha experiência pessoal e da dificuldade que tive em encontrar, ainda antes de começar a estudar Astrologia, um espaço que divulgasse o que havia genericamente em Portugal e sem que estivesse “partidarizado”, ligado a grupos ou facções.


2- Foi fácil de concretizar? Quais os apoios conseguidos, e a que nível?

O Jornal Astrologia começou a ganhar forma por fases. Primeiro foi necessário uma série de contactos, de modo a aferir as disponibilidades dos astrólogos em contribuírem, o que não foi à partida muito acessível junto de algumas pessoas, ainda reticentes quanto ao projecto, embora outras tenham incentivado bastante e contribuído desde o primeiro momento; depois a fase de reunir o primeiro material e, finalmente, colocar em Agosto o Jornal on-line.

Devo dizer que no que toca a contribuição de conteúdos - algo indispensável para o Jornal ter regularmente um fio noticiário e assim o necessário dinamismo - que contei e continuo a contar com a preciosa colaboração de astrólogos como o Jeff Jawer, Erin Sullivan, Bill Streett, Susan Ward, Peter Murphy, Paul Newman, Maureen Ambrose, Jill Dearman, Alan Oken, Georgia Stathis, Dennis Harness, Peter Niehenke, Celisa Beranger, e muitos outros.

A via internacional foi absolutamente necessária - e acabou por ser uma mais valia - para contornar uma certa apatia que o Jornal teve, numa fase inicial, junto da comunidade astrológica portuguesa. E aqui devo fazer uma ressalva para a Helena Avelar, o Luís Ribeiro e o José Luís Santos, que desde o início foram inexcedíveis no apoio e contribuição.

A Helena Avelar foi um apoio fantástico, com uma série de artigos, uma entrevista e uma colaboração fundamental na área das sugestões, que permitiu - com 22 pequenos textos da astróloga - a criação de uma área de sugestão de livros.


3- Como principal impulsionadora do Jornal de Astrologia ao alcançar o prémio concedido, o que sente por ver reconhecidos os seus esforços?

É uma situação que nos deixa sempre contentes, mas tem, sobretudo, a valia de permitir uma maior penetração do Jornal no mercado brasileiro. Já que a distinção partiu do brasileiro Dário Dutra, que com o seu projecto “Links e Sites” pretende reunir, em diferentes áreas, uma série de projectos que entende de qualidade.


4- A curto e médio prazo, quais os objectivos e actividades que o Jornal de Astrologia se propõe desenvolver?

O Jornal vai continuar a divulgação de actividades, de notícias, e sempre com uma dinâmica de artigos que considera importante. Existe ainda a possibilidade da criação de novas áreas e de uma remodelação das áreas do Roteiro (Consultas, Ensino, Agenda Nacional e Internacional) para o início do próximo ano lectivo.

Um outro ponto é deixar de ser apenas on-line, e vir a ser criado um Jornal (Revista) Astrologia em papel, que poderá ser de subscrição on-line, e ser também vendido nas Escolas de Astrologia em Portugal. É uma ideia que gostaria muito de concretizar e que penso que tem “pés para andar”. A ver vamos...


5- Como co-organizadora, com o Espaço Astrologia, do I Encontro de Astrólogos Portugueses, quais as maiores dificuldades sentidas na concretização deste evento? E quais as maiores alegrias e certezas que ele lhe trouxe?

O Jornal Astrologia foi convidado a co-organizar o I Encontro Nacional de Astrologia e a participação cingiu-se praticamente a uma primeira fase de divulgação e de apoio burocrático. O Stellium poderá ter simbolizado o início de um ciclo - como os próprios astrólogos o referiram -, o impulso para que a comunidade portuguesa também possa encontrar-se mais vezes e apresentar o trabalho que faz. Não sei se será uma certeza, mas o primeiro passo foi dado e a organização, sobretudo a Helena e o Luís, teve esse mérito.


6- A forma como decorreu o Encontro, bem como os temas nele tratados julga que corresponderam à expectativa do público participante?

Penso que sim. O Stellium não tinha o propósito de apresentar uma Astrologia introdutória, mas sim trabalhos de astrólogos já suficientemente elaborados, estruturados e que revelavam uma reflexão sobre a Astrologia.

Dentro do género acho que o público saiu satisfeito do Encontro, quase que me atrevo a dizer que saiu “saciado” de algo que esperava há muito tempo. Encontrar num mesmo espaço, num mesmo dia, astrólogos e abordagens tão diferentes, que quase todos conhecíamos, mas nunca tínhamos tido a oportunidade de ver em “conjunto”. Abordagens diferentes, mas complementares; Tirando - nem que fosse por um dia - a ideia de separatismo da comunidade astrológica.


7- Dentro da multidisciplinaridade que o estudo da Astrologia apresenta, quais os ramos que considera mais importantes conhecer numa primeira fase de aproximação à disciplina?

Numa perspectiva de estudante, penso ser fundamental numa primeira fase a introdução à simbologia da Astrologia, à riqueza dos arquétipos que esta área apresenta.

A Astrologia Natal é um ponto de partida fulcral. E quando falo da Astrologia Natal não me estou a referir à questão da previsão e da necessidade de sabermos coisas de nós próprios, mas sim ao imenso conhecimento das nossas dinâmicas que a abordagem a este ramo da Astrologia nos pode dar.

O estudo da Astrologia amplia-nos os horizontes, obriga-nos a pensar nos nossos processos, nas nossas acções/reacções... e ao mesmo tempo diz-nos que nada acaba ali. Não é fatalista. É um caminho.


8- Para finalizar,agradecendo desde já a disponibilidade pergunto-lhe que mensagem gostaria de deixar para todos aqueles que nos lêem, tanto no Astrodomus como no Jornal de Astrologia?

Gostava de citar uma frase que gosto muito, do André Gide, e que é a seguinte: “Crê nos que buscam a verdade. Duvida dos que a encontraram”.

Isto leva-me a repetir a ideia de que não existem verdades únicas. Devemos procurar, questionar - ser cépticos se necessário -, devemos utilizar a enorme capacidade que nos foi dada para pensar. A Astrologia é mais um dos caminhos da vida, não é a resposta final.

O importante é não nos cansarmos nunca de estudar, de questionar, de tentar compreender e, sobretudo, sem perdermos a capacidade de nos encantarmos e de sermos verdadeiros connosco próprios.

 

CURRÍCULO

>Nome: Rita Moura
>Data de Nascimento: 09 de Março de 1969 (33 anos)
>Naturalidade: São Jorge de Arroios, Lisboa.
>
>Profissional:
>. Licenciatura em Comunicação, área de Jornalismo, pela Universidade
>Autónoma de Lisboa.
>. Professora assistente da disciplina de Teoria da Comunicação, na
>Universidade Autónoma de Lisboa.
>. Frequência do curso de Escrita Criativa.
>. Exerce actividade de jornalista, de que tem carteira profissional, desde
>1995.
>. Está nos quadros da Agência Lusa.
>
>Na Astrologia:
>. Iniciou o estudo de Astrologia em 1999.
>. No Quiron (com Maria Flávia de Monsaraz) e na Espiral (com Helena Avelar)
>. Frequência de vários workshops/seminários de Astrologia nos últimos anos
> "As casas de Água" (por Helena Avelar)
> "Astrologia Geracional" (Helena Avelar e Luís Ribeiro)
> "A Busca do Ser - As Casas de Fogo" (Helena Avelar e Luís Ribeiro)
> "Astrologia e Karma" (Luís Ribeiro)
> "Método Huber" (Sybille Sulser)
>"Aconselhamento" (Sybille Sulser)
>
>. Assistiu a palestras de José Luís Santos, Sybille Sulser, Helena Avelar,
>Luís Ribeiro, Frank Cardelle, José Prudêncio, Conceição Espada, Paulo de Tarso Ferreira, Maria Flávia de Monsaraz, Paulo Cardoso, Luís Resina.
>
>. Co-organizou o Stellium - I Encontro Nacional de Astrologia (13 de Abril de 2002), em Portugal
>
>. Em 2001 fundou o "Jornal Astrologia" - Primeira publicação on-line em
>Portugal, dedicada em exclusivo à divulgação da Astrologia.