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SOB O SIGNO DO GALO (2005)

Estando 2005 sob a égide do signo do Galo, a partir de Fevereiro, é pois lícito deduzir que a tonalidade do ano seja influenciada pela simbologia do signo. Neste caso, o Galo tende a transmitir a 2005 uma tónica de exigência e inflexibilidade, um tempo em que as pessoas (e as nações) gostam de “fazer-se de fortes” e “puxar dos galões”, tudo atitudes que acentuam o ego e os extremismos e facilmente geram a intransigência e o conflito. Felizmente, esse mesmo estado de espírito pode ser canalizado para boas causas e acabar por desempenhar um papel construtivo.

Mais significativo ainda, para os astrólogos chineses,  é o facto de 2005 ser determinado pelos caracteres chineses Yi-You, isto é, o caule celeste Yi (Madeira yin) e o ramo terrestre You (que corresponde ao signo do Galo e ao elemento Metal yin).  Isto significa que há uma combinação dos elementos Madeira e Metal, mas a relação entre estes é potencialmente conflituosa, já que, segundo a filosofia tradicional, o Metal destrói (ou tenta destruir) a Madeira. No seu almanaque para 2005, o famoso astrólogo Raymond Lo analisa essa relação, lembrando que, neste caso, há que não esquecer que a Madeira, que é a componente celeste, está “sentada” sobre o Metal, que é a componente terrestre. A Madeira está pois “sentada” sobre o seu destruidor, o Metal, o que é um sinal de desarmonia e predisposição para conflitos.

O ano de 2004 esteve sob o mesmo tipo de combinação, isto é, Madeira sobre Metal, mas com a diferença de que ambos os elementos tinham a polaridade yang, o que implica uma grande inflexibilidade de parte a parte. Em 2005, de novo o Metal “ataca” a Madeira, mas aqui ambos os elementos actuam na modalidade yin. Agora há comparativamente mais flexibilidade e maior possibilidade de cedências de parte a parte, embora sempre num ambiente de conflito e violência, já que os elementos se mantêm “em guerra”.

 

  O choque entre os signos

 

Quanto às previsões para os 12 signos, os almanaques e astrólogos chineses prestam muita atenção é o fenómeno da oposição entre o signo do ano e o signo que se lhe opõe no zodíaco. O ano de 2004 esteve sob a égide do Macaco (nono signo), que está em choque com o Tigre, terceiro signo, que se lhe opõe no zodíaco. Ou seja, activou a oposição natural existente entre esses dois signos. Seria pois lícito concluir que a coligação governamental poderia estar em risco em 2004. Esta reflexão foi tornada pública por um despacho da Agência de Notícias Lusa, que foi reproduzida por diversos jornais, como o Expresso e  o Correio da Manhã.

Na verdade não houve nenhuma crise entre Paulo Portas e Durão Barroso, mas também é certo que não acabaram o ano juntos...

Aliás, Durão Barroso acabou por ser substituído por... outro nativo do ano do Macaco (Pedro Santana Lopes), com um resultado prático semelhante. Isto é, pela segunda vez no ano do Macaco, a "coligação" governamental Macaco/Tigre não conseguiu manter-se.

Outra vítima desta "guerra de signos" foi o major Valentim Loureiro, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, nativo do Tigre, que em 2004 foi detido no âmbito do processo "Apito Dourado". E, no plano internacional, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, contestado no seio da própria organização que dirige, viu muito do seu prestígio e da sua credibilidade postos em causa.

Em 2005, o foco do "drama" zodiacal incidirá sobre a oposição entre os signos do Galo e do Coelho. Os nascidos sob este último, como o Presidente português Jorge Sampaio e o antigo primeiro-ministro Cavaco Silva, bem como o futebolista David Beckham, estarão na mira do choque entre as duas energias cósmicas.

O segundo signo em foco em 2005 será o próprio Galo. Isso dirá respeito a personalidades públicas como o novo secretário-geral do Partido Socialista, José Sócrates, a cantora pop Britney Spears e a actriz Catherine Zeta-Jones. Ao contrário do que dizem os livros escritos no Ocidente, quando se repete o próprio signo do nascimento isso não constitui uma circunstância necessariamente favorável. Pelo contrário, os astrólogos e almanaques interpretam essa repetição de forma tendencialmente negativa, implicando mudança e tensão. Que o digam Durão Barroso e Santana Lopes, que, cada um à sua maneira, passaram por essa experiência em 2004.

De uma maneira geral, os almanaques chineses prevêem, para 2005, um ano de desafios difíceis para os nativos do Coelho, da Cabra e do Galo (até certo ponto, a Serpente inclui-se também neste grupo); um ano claramente positivo para os nativos do Búfalo, do Dragão, do Cavalo e do Cão; e um ano misto, neutro ou contraditório para os restantes.